Quinta-feira, 3 de Maio de 2007
Cavalo alado
Com 280cm x 260cm de parede, meia dúzia de pincéis e tinta de parede um bocado de imaginação (e também umas férias da Páscoa investidas...) e voilá, Pegasus, um animal mítico nascido do sangue da medusa quando foi decapitada por Perseu. Um enfeite diferente para o meu escritório, da minha autoria e da Alice.Eclipse anular do Sol.
Este raro eclipse observado em toda a sua magnitude na fronteira norte Portuguesa levou até Lamas de Mouro um punhado de astrónomos amadores e uns quantos curiosos. Com um tripé e um filtro improvisado com a lente dos óculos para o eclipse tentei registar esses momentos o melhor possível. A primeira imagem resultou da montagem de uma selecção das mais de 50 fotos do eclipse. A Imagem em baixo é de um sistema de projecção improvisado que permitiu a todos observarem o eclipse sem correrem o risco de lesão ocular. Um dia verdadeiramente entusiasmante.
Pensamentos caídos ... em memórias de papel
Estranhos, desconhecidos
quiçá aventureiros,
juntam-se neste bando,
sementes de médicos a haver…
Cantinho novo e imprevisto,
onde floresceu a amizade
e deu frutos logo nesse verão
Passaram-se anos
e no fim da jornada,
caem pensamentos,
memórias, saudades,
em lágrimas de despedida banhados.
Caem lembranças,
a maior parte alegrias,
escassas tristezas
Mas tudo isto não cairá no chão:
as palavras seguram-nas o papel,
as memórias o coração.
quiçá aventureiros,
juntam-se neste bando,
sementes de médicos a haver…
Cantinho novo e imprevisto,
onde floresceu a amizade
e deu frutos logo nesse verão
Passaram-se anos
e no fim da jornada,
caem pensamentos,
memórias, saudades,
em lágrimas de despedida banhados.
Caem lembranças,
a maior parte alegrias,
escassas tristezas
Mas tudo isto não cairá no chão:
as palavras seguram-nas o papel,
as memórias o coração.
Nasci apressado,
com fúria de viver,
passei anos a fio
vendo este rio correr.
Detenho-me num lago,
fonte mágica de saber
e vejo o reflexo apagado
da vida que não soube viver.
Desperta-me a ira, revoltado
fustiga-me o sol d'aurora
mas uma brisa nostálgica e suave
volve-me aos tempos d'outrora.
E eis-me de novo apertado
em ternos braços de mãe.
Quem corre acaba parado
na única vida que tem.
David Silva in "No Sótão do Pensamento"
com fúria de viver,
passei anos a fio
vendo este rio correr.
Detenho-me num lago,
fonte mágica de saber
e vejo o reflexo apagado
da vida que não soube viver.
Desperta-me a ira, revoltado
fustiga-me o sol d'aurora
mas uma brisa nostálgica e suave
volve-me aos tempos d'outrora.
E eis-me de novo apertado
em ternos braços de mãe.
Quem corre acaba parado
na única vida que tem.
David Silva in "No Sótão do Pensamento"
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