quinta-feira, 3 de maio de 2007

Nasci apressado,
com fúria de viver,
passei anos a fio
vendo este rio correr.

Detenho-me num lago,
fonte mágica de saber
e vejo o reflexo apagado
da vida que não soube viver.

Desperta-me a ira, revoltado
fustiga-me o sol d'aurora
mas uma brisa nostálgica e suave
volve-me aos tempos d'outrora.


E eis-me de novo apertado
em ternos braços de mãe.
Quem corre acaba parado
na única vida que tem.

David Silva in "No Sótão do Pensamento"

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